sábado, 27 de setembro de 2014

Groove your Soul #49





Playlist:

01. Michael Kiwanuka – “Tell me a Tale”

02. Lee Fields & The Expressions – “Do you Love Me (Like you Say you Do)”

03. Lady – “If You Wanna Be My Man”

04. Cody ChesnuTT – “Love is More Than a Wedding Day”

05. Sharon Jones & Dap-Kings – “Window Shopping”

06. Mayer Hawthorne – “Just Ain't Gonna Work Out”

07. Alicia Keys – “You Don't Know My Name”

08. John Legend and The Roots – “Wake Up Everybody” (Ft. Common and Melanie Fiona)

09. Vintage Trouble – “Nobody Told Me”

10. Nicole Willis and The Soul Investigators – “If This A’int Love”

11. Aloe Blacc – “Good Things”

12. Liam Bailey – “Please Love Me”

13. Amy Winehouse –“Valerie”

14. Myron & E – “If I Gave You My Love”

15. Charles Bradley – “Why Is It So Hard”


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O soul actualmente



Muitos me perguntam:

O que foi feito do soul? Ainda se faz esta música actualmente?

Sendo um estilo associado a outro continente e a décadas passadas, é normal surgirem estas questões. O soul nasceu nos Estados Unidos, no final dos anos 50, vivendo os seus tempos áureos nas décadas de 60 e 70, acompanhando gerações, revoluções, evoluções. Contudo, os tempos mudam e a música também. A partir dos anos 80 a mística do soul foi gradualmente desvanecendo-se, perdendo força para outros estilos emergentes como o pop, o disco e até mesmo o rock. Grandes editoras como a Motown, que formaram o seu império e vingaram graças a esta música, fecharam; outras, como a Atlantic, adaptaram-se. Os cantores esses, pioneiros, bastiões, grandes representantes do soul, também se deixaram ficar pelo caminho... uns faleceram, outros envelheceram e outros, simplesmente, abrandaram o ritmo.

Nos anos 90, parte do soul manteve-se vivo (e ainda se mantém) nos inúmeros beats e samples utilizados por um outro estilo amigo - o hip hop. Muitas vezes os dois caminham de mãos dadas. No final dessa década surge ainda o neo-soul, mais um rebento desta música, adaptado aos tempos e às sonoridades 'modernas'.

Hoje, passados mais de 50 anos desde o seu nascimento, o soul continua a fazer-se ouvir, não fosse esta uma geração de revivalistas, de amantes do 'vintage' e do 'retro'. Graças a estas tendências nostálgicas, saudosas do passado, em que até a forma de ouvir música é recuperada e o vinil ganha um novo fôlego, existem editoras e artistas que lutam por manter viva e fresca a essência do soul, numa roupagem mais suave e renovada.




Charles Bradley é um bom exemplo do soul que se faz actualmente. Passou uma vida de tormentos, viveu na rua e cantou em bares, mantendo sempre acesa a chama do seu amor pela música, até ser descoberto, num bar, numa dessas noites, pela editora Daptone Records, aos 62 anos. Desde então já gravou 2 discos ("No Time For Dreaming" e "Victim of Love"), inspirou um documentário ("Soul of America") e percorreu o mundo e as suas salas de concertos. A sua voz é densa como a de um verdadeiro cantor de soul; a sua música fala de um país, de dificuldades, de luta, de amor e gratidão.




Outra lutadora e que pertence à mesma editora é Sharon Jones & The Dap-Kings. Há quem diga que é a versão feminina de James Brown. Tal como Bradley, esta cantora também iniciou a sua carreira tarde, na meia idade. Lançou o seu primeiro álbum em 2002 mas apenas se tornou realmente conhecida em 2010 com o disco, "I Learned The Hard Way". Depois disso, passou um período conturbado (enfrentou um cancro), regressando este ano com mais vontade do que nunca e um novo trabalho debaixo do braço - "Give The People What They Want". Dia 23 de Novembro estará na Aula Magna, em Lisboa, para apresentá-lo e eu espero poder estar lá para ver, ouvir e sentir novamente a energia frenética e contagiante desta senhora.




Mudamos de editora e chegamos ao mais veterano deste soul renovado - Lee Fields. Nascido em 1951, viveu no apogeu 'James Brown', valendo-lhe o apelido 'Little JB', graças às semelhanças entre as suas vozes. Uma vida passada na sombra desta celebridade até que a editora Truth & Soul Records o redescobriu, dando-lhe uma banda (The Expressions) e uma personalidade enquanto cantor. Em 2010 grava o seu primeiro álbum nesta nova pele ("My World") e, o mais curioso, é eu perceber (enquanto escrevo este post), que em Junho deste ano ele lançou um novo trabalho intitulado "Emma Jean", que eu desconhecia totalmente. (como tal é possível?!). 




Continuamos na Truth & Soul Records e uma das suas mais recentes apostas - Lady.
Terri Walker e Nicole Wray dão voz e alma a este projecto revivalista, que procura a fusão perfeita de vozes que se fazia no soul do passado, em grupos como foram Martha and the Vandellas, The Marvelettes ou as míticas Supremes. Vozes quentes e sincopadamente afinadas, traduzem-se em melodias doces que nos falam de romance, tal como antigamente.




Outra voz revelação do soul foi a do jovem Michael Kiwanuka. A mesma, certamente, não compactua com a sua idade uma vez que, por todos foi favoravelmente conotada como 'uma voz velha'... talvez porque nos lembre com melancolia as vozes de então, de outras eras, dos tempos de Otis Redding e Bill Withers. O seu primeiro e único álbum,"Home Again", foi lançado em 2012 e já merecia um sucessor. Esperemos que não nos faça esperar muito mais.




Quem não conhece o tema "I Need A Dollar"? Foi um êxito de vendas em 2010 que nos deu a conhecer o charmoso Aloe Blacc. De origem panamense, este cantor iniciou-se como rapper no hip hop, até a editora Stones Throw Records o associar à sua verdadeira essência - o soul. Este contrato benéfico para todos, trouxe-nos, literalmente, "Good Things" e com ele uma verdadeira lufada de ar fresco no já apelidado 'retro soul'. Este ano Aloe Blacc mudou de editora (Interscope Records), lançando um novo álbum e, diga-se, a diferença fez-se notar, para meu desagrado.




Mas voltemos à virtuosa Stones Throw e a um dos seus artistas mais adoravelmente excêntrico - Mayer Hawthorne! Este skater/DJ (entre outras virtudes)  tem um radiante primeiro álbum, com o soul mais delicioso que se faz hoje em dia - "A Strange Arrangement" (2009). A partir daí, outros dois vieram mas com essências diferentes que, a mim, não me fazem tão feliz como o primeiro. Ainda assim, adoro-o porque é brilhante e espero ansiosamente por tudo o que ele me trouxer a seguir.




Por fim, Cody ChesnuTT - o cantor que me arrebatou em dois concertos no mais curto espaço físico e temporal de sempre! Primeiro em Dezembro (2012), na Estação do Rossio, e três meses e alguns metros depois no Ritz Clube. Numa palavra: impressionante - a sua entrega, a sua devoção e o seu amor pela música.

De referir que, a juntar a Cody e com a excepção das Lady, trago comigo a alegria de já os ter visto actuar a todos, ao vivo, a cores e bom som e de poder comprovar que, efectivamente, é com alma e muito groove que todos representam esta música tão querida e sentida actualmente, no presente.

Termino não sem antes mencionar outros nomes como Myron & E, Vintage Trouble, Nicole Willis and The Soul Investigators, Allen Stone e Liam Bailey, entre muitos outros que - espero - andem por aí a espalhar o soul! 

Yes, he's alive! :)


sábado, 20 de setembro de 2014

Groove your Soul #48 (Groove Tuga #01)




Playlist:

01. Orelha Negra com Dino, Tamin e Filipe Gonçalves – “Tanto tempo”

02. General D e Os Karapinhas – “Black Magic Woman”

03. Sara Tavares – “Balancê”

04. NBC – “Segunda Pele”

05. Cool Hipnoise – “Groove Junkie”

06. RealPunch – “Flawless”

07. Sam The Kid – “À Procura da Perfeita Repetição”

08. Mind da Gap – “Bazamos ou Ficamos”

09. Capicua – “Lupa” (com Aline Frazão)

10. D'Alva – “Frescobol”

11. HMB – “Feeling” (com Da Chick)

12. Da Weasel – “TodaGente”

13. Blackout – “Sinfonia do Amor”

14. Expensive Soul – “Que Saudade”

15. Orelha Negra com Regula  – “Solteiro” (mashup de Stereossauro)

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sábado, 13 de setembro de 2014

Groove your Soul #47



Playlist:

01. Greg Wilson – “Gotta Keep Workin' It”

02. The World's Famous Supreme Team – “Hey DJ”

03. Sister Sledge – “Love Don't You Go Through No Changes On Me”

04. Fat Larry's Band – “Act Like You Know”

05. Bobby Caldwell – “What You Won't Do For Love”

06. Marlena Shaw –“Anyone Can Move a Mountain”

07. Syl Johnson – “I Hate I Walked Away (We Made It)”

08. Rick James – “Mary Jane”

09. Ja Rule Ft. Jennifer Lopez - “I'm Real”

10. Guru - “Something In The Past" (Ft. Freddie Hubbard)

11. Method Man & Mary J. Blige – “I'll Be There For You -You're All I Need To Get By”

12. Jill Scott – “Family Reunion”               

13. Bilal Ft. Mos Def & Common – "Reminisce"

14. Erykah Badu – “Love Of My Life” (Ft. Common)

15. Busta Rhymes Ft. Jamie Foxx & Mary J Blige & John Legend & Common – “Decision”  
          
16. Michael Jackson – “Love Never Felt So Good” (acoustic version)


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sábado, 6 de setembro de 2014

Groove your Soul #46



Playlist:

01. Red Astaire – “Love to Angie”

02. Kanye West – “Spaceship” (Ft. GLC & Consequence)

03. Musiq Soulchild – “L' Is Gone”

04.  RH Factor – “Crazy Race”

05. Solange – “Some Things Never Seem To Fucking Work”

06. Steve Arrington & Dâm-Funk – “I’d Be Trippin’”

07. DJ Vadim – “The Pacifist” (Ft. Yarah Bravo)

08. Pete Rock & C.L. Smooth –“Take You There” (Ft. Crystal Johnson)

09. Keni Burke – “Risin' To The Top”

10. Rhianna – “Word Love”

11. Aalon – “Rock 'n' Roll Gangster”

12. Sunny Levine –“On & On & On”

13. Jungle – “Crumbler”

14. Quadron – “Sea Salt”

15. Roy Ayers – “Everybody Loves the Sunshine”

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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Eu e o Soul


Volta e meia gosto de fazer estas introspecções em relação a mim, ao Groove e ao que nos tem acontecido ao longo destes dois anos (cumpridos no final de Julho) e não resisto em partilhar convosco. 

Na verdade eu escrevo muito, sempre escrevi, mas pronto, nem todos os textos se convertem em posts... Este, contudo, achei justo partilhar convosco pois, sejam amigos, leitores, ouvintes, conhecidos ou desconhecidos, ajudam a manter vivo este projecto que me é tão querido e especial, dão-me força e alento para continuá-lo, estimulam a minha criatividade, a minha paixão pela música e contribuem desta forma para a minha felicidade uma vez que, o Groove faz parte dela. Estou-vos por isso grata e nada melhor que transmiti-lo por palavras, com música. I wanna thank you for lettin' me be myself...



Tem sido relativamente cíclica a evolução do Groove. Fazendo uma análise retrospectiva, tudo começou neste blogue - a forma que arranjei de partilhar a minha paixão com o mundo. Alguns meses depois surgiram as críticas a álbuns e concertos para o Palco Principal, uma escrita não tão pessoal e descontraída, mas igualmente prazenteira, que me permitiu aprender e evoluir. No final do primeiro ano, surge então a oportunidade de lançar-me num programa de rádio. Algo assustador ao início, como todos os desafios que me têm sido propostos nestes territórios desconhecidos para mim, mas aos quais me atiro de cabeça, não fosse o sentimento que me move o mais forte de todos eles: o amor que tenho pela música.

Por ser um desafio novo e que iria exigir mais do meu tempo, este segundo ano foi dedicado mais à rádio em detrimento da escrita. Tem sido bom, muito bom, explorar esta vertente que, muito sinceramente, não pensava vir a concretizar e, embora já me sinta mais ‘confortável’ em frente ao microfone, continua a ser a produção do programa o que mais me entusiasma fazer - a escolha das músicas, do alinhamento, contar-vos as suas histórias e dos seus artistas, ideias para programas temáticos, etc. Em 45 edições já tivemos programas dedicados a covers, bandas sonoras, trios famosos, especiais de Natal e Bobby Womack, o nascimento do Groove Brasil e uma entrevista ao cantor NBC, o primeiro convidado do programa.

Foi por isso um ano extremamente rico, que só me dá vontade de mais - mais música, mais criatividade, mais conhecimento, mais experiências novas.

Ao longo deste percurso, há contudo uma pergunta que muitas das pessoas novas que se cruzam na minha vida me fazem – como, quando e porquê esta paixão pelo soul?

Ao contrário de muitos que cresceram ouvindo estas músicas em casa, porque os seus pais assim o faziam, a minha paixão pelo soul revelou-se tarde, numa idade já adulta, mas penso que no tempo certo. Surgiu na altura em que aprendi a conhecer-me e, lentamente, fui formando a minha personalidade, na qual esta música foi-se encarnando como parte dela.

Sempre gostei de música, isso era algo latente e o meu interesse por ela sempre existiu. Mas foi aos vinte e poucos anos, no processo normal de crescimento, em que se conhece pessoas novas que nos fazem aprender e nos ajudam a abrir a cabeça para o mundo, que as primeiras vozes quentes do soul me foram apresentadas, despertando-me o interesse. Lembro-me da primeira vez que ouvi Otis Redding, o encantada que aquela voz grave e rouca me deixou; e Nina Simone, que jurava ser um homem a cantar! (lol) Depois vieram outros e com eles o Marvin, que me arrebatou por completo, deixando-me irremediavelmente apaixonada pela sua música e 'alma'.


Foi uma descoberta lenta, natural e continua. Fui-me apaixonando aos poucos e à medida que o tempo passava. Quanto mais ouvia, quanto mais pesquisava e mais descobria sobre a história desta música, mais me fascinava. E com o soul, todos os estilos à sua volta foram ganhando mais força, como o R&B, o hip hop, o neo-soul e até mesmo o blues e o jazz.

São deveras muitos os atributos que adoro no soul… as suas vozes maravilhosas e únicas, os seus ritmos envolventes, as mensagens das suas letras… é verdadeiramente um estilo muito quente e apaixonado, puro em emoções, que apela ao coração e aos sentidos… o groove, um simples estalar de dedos… aquilo que nem todos possuem, que não se explica, sente-se.

Mas o que muitos não sabem sobre o soul e constitui também um motivo bem forte da minha adoração é a sua história.

Há precisamente um ano, estava eu igualmente hibernada no meu calmo e aprazível Algarve mas, ao contrário das ‘férias lazy’ que habitualmente costumo ter, passei essas duas semanas numa missão que, incrivelmente, me fez passar mais tempo em frente ao computador do que na praia (por livre vontade)!

Passei parte dos meus dias preparando a apresentação que viria a realizar no estúdio Teambox (LxFactory), numa noite dedicada ao Groove your Soul, no início de Setembro. Além da oportunidade de poder partilhar o meu projecto, esta apresentação possibilitou-me também aprender e conhecer ainda mais acerca da história e do passado fascinante desta música.  

Muito resumidamente, com raízes no gospel e nas ‘work songs’ (canto dos escravos e mais tarde dos operários), o soul nasceu no final dos anos 50 e teve a sua força nas décadas de 60 e 70. Mais do que um estilo de música muitas vezes conotado como ‘música de negros’, a sua origem e o seu papel foi fundamental na história de muitas sociedades afro-americanas nos EUA, na luta contra o racismo e pela igualdades de direitos.

A música soul serviu como uma forma de liberdade de expressão, de protesto numa revolução não violenta. Marchas, discursos e manifestações fizeram-se ouvir ao som de músicas que se tornaram hinos como ‘A Change Is Gonna Come’ (Sam Cooke), “Keep On Pushing” (Curtis Mayfield & The Impressions) ou ‘What’s Going On’ (Marvin Gaye).

Cantores como Curtis Mayfield ou Nina Simone foram figuras inspiradoras e exemplos de força, orgulho e determinação para muitas gerações de jovens que não acreditavam ou temiam pelo seu futuro. 




Não foi uma época fácil e, talvez por isso, as suas letras e as suas vozes eram tão sentidas, tão sinceras e tão apaixonadas. O seu papel 'revolucionário' só faz com que a minha admiração cresça ainda mais.

Podia passar horas, a noite inteira, escrevendo-vos sobre este sentimento/tema… mas o post já vai longo e penso que já deu para responder à pergunta... :)

Estou ansiosa por regressar em Setembro.
Até lá soul lovers.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Groove your Soul #45 (Groove Brasil #2)

O Groove vai de férias em Agosto mas regressa em Setembro!

Até lá, deixo-vos a segunda edição do Groove Brasil.

É de sambar e chorar por mais!

Até Setembro soul lovers! :)





















Playlist Groove your Soul #45:

01. Cartola – “Preciso Me Encontrar”

02. Maria Bethânia e Gal Costa – “Sonho Meu”

03. Gal Costa e Erasmo Carlos – “Detalhes”

04. Chico Buarque – “Tatuagem”

05. Chico Buarque – “Jorge Maravilha”

06. Elizeth Cardoso – “Eu Bebo Sim”

07. Gilberto Gil – “Aquele Abraço”

08. Caetano Veloso e Gilberto Gil – “Desde que o Samba é Samba”      

09. Marisa Monte e Paulinho da Viola – “Carinhoso”

10. Tim Maia – “Ela Partiu”

11. Martinho da Vila e Simone – “Ex-Amor”

12. Simone – “É festa”

13. Vinicius e Toquinho – “Onde Anda Você”

14. Jorge Ben Jor – “Chove Chuva”

15. Zuco 103 – “Jussara”

16. Marcelo Camelo – “Doce Solidão”

17. Chico César – “Mama África”


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domingo, 27 de julho de 2014

Groove your Soul #44





















Playlist Groove your Soul #44:

01. Raphael Saadiq – “Get Involved” (feat Q-Tip)

02. Montell Jordan – “Get It On Tonite”

03. Fabolous – “Into You” (Ft. Ashanti)

04. Groove Theory – “Tell Me”

05. Jill Scott – “Brotha”

06.  Kanye West – “All Falls Down” (Ft. Syleena Johnson)

07. Mase – “What You Want” (Ft. Total)

08. Alicia Keys – “Fire We Make” (Ft. Maxwell)

09. Maxwell – “Bad Habits”

10. Leela James – “Music”

11. Bilal – “Soul Sista”

12. Musiq Soulchild – “So Beautiful”

13. Davina – “So Good”

14. John Legend – “Live It Up”

15. Angie Stone – “Stay For A While” (Ft. Anthony Hamilton)

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