Hoje quero falar-vos de uma personagem, no mínimo, estranha.
William Pulliam, mais conhecido como Darondo,
é um cantor de Soul que ficou consagrado na década de 70.
Hoje em dia, são poucos os que conhecem Darondo devido à sua curta carreira musical, mas no passado pensava-se que o mesmo seria o próximo Al Green.
Mas então, o que aconteceu a esta promessa do Soul??
Bem, são poucas as informações disponíveis acerca deste cantor e até parece que existe uma áurea de mistério em redor da sua história, mas diz-se que Darondo foi um pimp (leia-se em bom português – chulo), que apenas lançou 3 singles, deu 4 concertos e terminou a sua carreira de forma repentina, após realizar a abertura de um concerto de James Brown. Segundo consta, depois do concerto e de trocar umas palavras com o próprio James Brown, Darondo pegou no seu famoso Rolls Royce e conduziu até casa. Desde então, nunca mais se ouviu falar dele.
Após abandonar o mundo da música, o artista dedicou-se à televisão, apresentando um programa em meados dos anos 80 para uma cadeia de televisão local – Darondo's Penthouse show, e trabalhou num hospital como fisioterapeuta, onde incentivava os seus pacientes a andar novamente, utilizando para o efeito a sua música durante a terapia.
Insólita a sua história, sem dúvida, mas quando questionado acerca da razão pela qual parou de fazer música, Darondo diz…
It was mostly me, just having a good time with a real good hobby. It wasn’t about money but about having fun. Something I just liked to do.
Eu tenho pena, muita pena, pois adoro o groove do Darondo e todo o seu (infelizmente pouco) trabalho editado. Aqui fica a primeira música que conheci deste cantor e que, continua a ser de todas, a que mais me apaixona – Didn’t I?
Hoje em dia, são poucos os que conhecem Darondo devido à sua curta carreira musical, mas no passado pensava-se que o mesmo seria o próximo Al Green.
Mas então, o que aconteceu a esta promessa do Soul??
Bem, são poucas as informações disponíveis acerca deste cantor e até parece que existe uma áurea de mistério em redor da sua história, mas diz-se que Darondo foi um pimp (leia-se em bom português – chulo), que apenas lançou 3 singles, deu 4 concertos e terminou a sua carreira de forma repentina, após realizar a abertura de um concerto de James Brown. Segundo consta, depois do concerto e de trocar umas palavras com o próprio James Brown, Darondo pegou no seu famoso Rolls Royce e conduziu até casa. Desde então, nunca mais se ouviu falar dele.
Após abandonar o mundo da música, o artista dedicou-se à televisão, apresentando um programa em meados dos anos 80 para uma cadeia de televisão local – Darondo's Penthouse show, e trabalhou num hospital como fisioterapeuta, onde incentivava os seus pacientes a andar novamente, utilizando para o efeito a sua música durante a terapia.
Insólita a sua história, sem dúvida, mas quando questionado acerca da razão pela qual parou de fazer música, Darondo diz…
It was mostly me, just having a good time with a real good hobby. It wasn’t about money but about having fun. Something I just liked to do.
Eu tenho pena, muita pena, pois adoro o groove do Darondo e todo o seu (infelizmente pouco) trabalho editado. Aqui fica a primeira música que conheci deste cantor e que, continua a ser de todas, a que mais me apaixona – Didn’t I?
Darondo cairia para sempre no esquecimento, não fosse o Dj e editor Gilles Peterson a introduzir este tema na sua coletânea Gilles Peterson Digs America em 2005. Tal feito fez com que Darondo “ressuscitasse” ao mundo da música, chamando a atenção da editora Luv N Haight, que decidiu apostar nesta já esquecida lenda do Soul.
Surge assim, apenas em 2006, o seu primeiro álbum - Let My People Go.
Posteriormente, outra editora decide reunir um novo conjunto de músicas de Darondo. Desta vez falo da Omnivore Recordingsm, lançando em 2011 Listen To My Song: The Music City Sessions.
Este álbum reúne as suas músicas gravadas pela editora Music City no início dos anos 70, que também nunca chegaram a ser lançadas devido a desentendimentos entre Darondo e Ray Dobard, o produtor e dono da editora.
A música de Darondo é essencialmente Soul e Funk, mas ao ouvirmos os 2 álbuns editados encontramos também algumas influências de R&B, Jazz e até mesmo Blues.
Considero a sua voz perfeita para a mistura de Soul e Funk que ele tão bem sabe fazer… é sensual, suja, arrastada, consegue ser grave e ao mesmo tempo surpreende-nos com agudos vibrantes. ADORO.
Não são muitas as músicas disponíveis deste cantor na internet. Deixo-vos o único videoclip de Darondo que encontrei - Listen To My Song.
Além das duas músicas já apresentadas, realço My Momma and My Poppa e a dirty - Legs, ambas carregadas de um Funk viciante, sendo que a última ficou também conhecida pelas suas conotações sexuais.
E enquanto que a How I Got Over e a Sexy Mama são puro Soul, nas músicas I'm Lonely e Question Mark é Blues o que encontramos.
Terminamos com a primeira música do seu primeiro álbum Let My People Go e nela encontramos parecenças com a conhecida What’s going on de Marvin Gaye, pois ambas pretendiam transmitir uma mensagem muito importante a um país em tempos difíceis. Talvez a de Darondo fosse ainda mais explícita…
...Man builds a rocket ship,
Take you to the moon,
A billion dollar mission, just to bring back a piece of rock,
We got starvation, panic over the land,
And here’s a fool in a rocketship,
Trying to be Superman...
Take you to the moon,
A billion dollar mission, just to bring back a piece of rock,
We got starvation, panic over the land,
And here’s a fool in a rocketship,
Trying to be Superman...
E aqui está ele... cheio de groove ainda para nos dar!
