domingo, 28 de julho de 2013

Aniversário Groove your Soul + EDP Cool Jazz: John Legend

1 ano,

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E muitas, muitas alegrias!!!

PARABÉNS Groove your Soul!!! 

O meu querido blogue faz hoje 1 ano de existência! Sim, este blogue, que já é parte de mim e me proporcionou, ao longo deste ano, um sem-fim de boas experiências, boas sensações e, acima de tudo, boa MÚSICA! 

Parabéns Groove your Soul! Continua a crescer e a fazer-me feliz!!! :)

Mas hoje este post vai ser 2 em 1! Além da celebração do primeiro aniversário do Groove your Soul, temos também a crítica ao concerto de John Legend, a qual sai já de seguida!

Pois bem… gostava de vos poder dizer que ontem saí do estádio do Parque dos Poetas com a “alma cheia”, como habitualmente costumo dizer… pois é, gostava muito, mas não consigo! 

É bem verdade que tinha as expectativas muito altas para este concerto (talvez demasiado altas)… bem como é verdade que um estádio, já por si, amplo, e o facto de eu não estar perto do palco (nem perto disso), podem ter influenciado negativamente o meu grau de satisfação relativamente ao concerto.

Tudo isto é verdade e tento agarrar-me a estes factores a todo o custo para justificar o meu “descontentamento”. Mas, no meu íntimo, eu sei bem qual é a verdadeira verdade… faltou ALMA àquele concerto! 

Confesso que, embora adore John Legend e ame a sua voz de morte - aquela voz linda, sensual, quente, poderosa - no final do concerto só me apetecia bater-lhe! Fiquei mesmo chateada porque sei que ele poderia ter-nos dado mais, bem mais!
 
Eu não sei o que é que um fã de heavy metal procura quando vai a um concerto, se é a intensidade do som, da voz do cantor, a batida de determinado instrumento... enfim, não sei. Mas sim sei o que um fã de soul espera quando vai a um concerto! Espera receber calor, alma, sentimento, paixão, entrega! Espera que o cantor sinta tudo isso nas suas músicas e que o transmita ao público, quer na sua voz, quer no seu corpo, quer nas suas palavras! E espera que se gere uma empatia, uma cumplicidade, uma comunhão entre ambos, originada por um propósito comum – o amor pela música. 

Pode parecer algo idílico dito assim, mas eu senti-o em Maio com José James, em Março com Cody Chesnutt e no ano passado com Erykah Badu, mas não o senti ontem com John Legend.

Ok, não podemos negar que ele cantou as suas canções sem desafinar uma nota, naquela voz maravilhosa que enche qualquer estádio deste mundo. Contudo, limitou-se apenas a fazer isso, a cantar as suas canções e, digo-vos sinceramente, de forma muito “formatada”. É caso para se dizer – cantou, mas não encantou.

Ao todo, percorreu os seus 3 álbuns, mais o novo que aí vem, cantando um total de 25 temas, num concerto de 1:45h, aproximadamente. É claro que sabe bem ouvir todos os seus hits… mas, sinceramente, preferia ter ouvido, por exemplo, apenas 15 músicas e que estas tivessem mais… conteúdo. Que não fossem cantadas “de rajada”, umas atrás das outras, de forma muito similar à que podemos ouvir nos seus CDs. Já para não falar que ele praticamente não interagiu com o público. Já íamos na 6ª música e eu, preocupada, pergunto-me: “Mas quando é que ele começa a falar connosco??”.
Gostava de ter sido surpreendida com versões mais arrojadas, mais alargadas ou, simplesmente, com jams do cantor e/ou da banda. Ok, talvez o seu tipo de música não seja o mais propício a isso... mas não sei, faltou sal, pimenta àquele concerto!
Gostava que ele tivesse improvisado, que se tivesse metido connosco, nos tivesse picado, puxado por nós… gostava de ter sentido que ele se estava a divertir com o concerto, grooving with himself… mas não, infelizmente não senti nada disso. Achei pobre a maioria das interpretações que fez das suas músicas (para não falar dos covers) e quase nem dei pela banda que o acompanhou. Realmente, o que me restou daquela noite foi mesmo, a sua voz.



A abrir o concerto o tema, “Used to Love U”, o qual deixou o público todo de pé, mas não por muito tempo. Logo de seguida, “Made to Love”, do seu novo álbum a sair em Setembro e do qual cantou mais 5 temas: “Tonight”, “The Beginning”, “Who Do We Think We Are” e “All of Me”. Esta última foi o único momento da noite em que me arrepiei, pois não conhecia o tema e adorei tanto a letra, como a melodia da canção.


 

Dos seus anteriores trabalhos: “Alright”, “I Can Change”, “Let’s Get Lifted”, “Number One”, “So High”, “Again”, “Save Room”, “PDA”, “Good Morning”, “Green Light”, “Everybody knows” e a minha querida “Slow Dance”, na qual, tal como eu esperava, pude sentir um fiozinho do groove de John Legend. Seria inconcebível se assim não fosse nesta canção!






Fora os seus discos, ouvimos ainda o tema da BSO do filme “Django” – “Who Did That to You” e ainda, “Wake Up”, do seu projecto com os The Roots. Quanto a covers, cantou “Dancin' In The Dark” (Bruce Springsteen), numa versão mais slow, que até gostei; “Light My Fire” (Doors), "I Want You" (Beatles) e “Bridge Over Troubled Water” (Simon & Garfunkel).




Para o encore, “Ordinary People” e “Stay With You”.

John, por tudo isto, e como ontem nos pediste para voltar, eu espero bem que voltes depressa e que, da próxima vez, aqueças a minha alma e a preenchas como ontem não o fizeste. Até lá, ser-te-ei fiel, pois adoro a tua música e é um prazer tremendo ouvir a tua voz, tal como ontem o foi… mas, de ti, quero mais, espero mais, sei que podes dar mais!


E agora, para celebrar este dia, aqui vai a novidade que vos prometi anunciar…

… então é assim…

… o Groove your Soul…  

… vai ter…

... um programa de RÁDIO!!! :)))

Pois é, para culminar este ano que foi tão rico em novas experiências, novos conhecimentos e novos desafios para mim, eis que surge o maior de todos eles - a oportunidade de aprender e enveredar neste mundo da rádio! Um mundo que tanto me fascina e cuja função é das coisas que mais prazer me dá fazer na vida – partilhar música!

O programa chamar-se-á, tal como o blogue, Groove your Soul, e irá passar na Rádio Autónoma (rádio da Universidade Autónoma de Lisboa) ainda com o dia e a hora a definir, mas com previsão para arrancar em Setembro.

No programa irei passar uma hora de música, dando algumas informações relativamente às mesmas e aos seus intérpretes, fazendo referência também ao blogue. A ideia é estabelecer uma ligação entre ambos: blogue e programa de rádio.

A música a passar será dentro do registo do blogue (soul, r&b e hip hop), sendo que o meu objectivo é passar a maior variedade possível dentro destes estilos, dos mais diversos artistas, desde os anos 60 até à actualidade!

A emissão da rádio é online, pelo que poderão seguir o programa no momento da emissão ou mediante os respectivos podcasts, que serão disponibilizados aqui no blogue, na sua página do facebook e no site da Rádio Autónoma. Os podcasts ficarão também disponíveis para download, pelo que não há desculpas para não ouvir o programa e poderão fazê-lo as vezes que quiserem, a qualquer hora! :P

Como devem calcular, estou super entusiasmada com esta oportunidade! Não só pela aprendizagem mas, essencialmente, pelo prazer que terei em partilhar convosco esta música que tanto amo! A selecção das playlists tem sido uma dor de cabeça muito boa para mim, pois é com imenso carinho que partilho convosco estas músicas que fazem parte dos meus dias, das minhas noites, da minha vida.

Espero que gostem e, como é óbvio, agradeço (e preciso de!) o vosso feedback, por forma a poder melhorar e evoluir a cada dia! 

Assim que tiver mais detalhes sobre o programa irei informar aqui.

Até lá, PARABÉNS ao Groove your Soul!!!


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Podcast "A Noite Passada"



Já disponível o podcast do programa, “A Noite Passada”, no qual fui convidada e entrevistada pelo Tiago Soares como autora do Groove your Soul!

Foi muito bom estar à conversa com o Tiago, tanto que, aquela hora que ao início me assustava, passou a correr! Enfim, não fosse o tema de conversa um dos nossos preferidos – a música! :)

Uma conversa em que me dou a conhecer um bocadinho melhor, para além das palavras que aqui escrevo no blogue, e na qual conto também um pouco da história do Groove your Soul, bem como, planos futuros. Tudo isto, é claro, ao som dos temas que seleccionei para o Tiago passar no programa, relacionados com a “A Noite Passada”, mas com um toque de “Groove your Soul”.

Resta-me agradecer mais uma vez o convite do Tiago, pois foi mais uma pequena experiência que adorei fazer, bem como, relembrar-vos que o Groove your Soul está quase a fazer anos! O seu primeiro aniversário será no próximo domingo, dia 28 de Julho, e estou com esperanças que o John Legend me cante os Parabéns à meia-noite! Eheh

Agora fora de brincadeiras, será publicado um post especial no qual irei falar sobre o concerto do John Legend, bem como, revelar uma novidade que não poderia ser melhor para celebrar o seu primeiro aniversário!

Estejam atentos e celebrem também comigo este primeiro ano de pequenas grandes conquistas! :)

Até domingo soul lovers! 

terça-feira, 23 de julho de 2013

EDP Cool Jazz: Lee Fields & The Expressions + Escort


Boa noite soul lovers!

Quem esteve no passado domingo no EDP Cool Jazz, certamente, saiu de lá com um sorriso na cara e a dançar! :)

A combinação que nos esperava não podia ter sido melhor – música, uma noite de luar e o ambiente intimista que a organização do festival tão bem soube recriar naquele cenário que, por si só, já é propício ao romantismo! Estes três factores auspiciavam que a noite seria de “amores”, não fosse o soul o seu tema principal!

E foi precisamente assim que começou a noite - de forma romântica, ao estilo do southern soul que Lee Fields e a sua banda, The Expressions, tão bem nos souberam dar!

Seja nas letras das suas canções, nos seus gestos ou, simplesmente, na intensidade da sua voz, este senhor faz questão de nos demonstrar que, para ele, o soul é feito de amor. 

E na verdade, vê-se, sente-se que o mesmo dedicou a sua vida à música e esta, por sua vez, ao amor. 

Soube-me bem assistir ao vivo a um verdadeiro soul man, como já não restam muitos! Quer pelo seu charme característico, pelos seus movimentos e rodopios em palco ou pelas declarações de amor ao público feminino (eterna adoração do cantor) naquela sua pronúncia sulista deliciosa. 

Mas o que verdadeiramente me arrepiou foi ouvir a sua voz maravilhosa... tanto que quando o mesmo interpretou o tema “Could have been”, quase a capela, apenas na companhia de uma guitarra, inconscientemente eu pensei: “Como é possível não se gostar desta música?!”. Mesmo não sabendo a resposta, senti-me feliz, simplesmente por sentir o que estava a sentir… pela capacidade que esta música tem, sem explicação, de me apaixonar, emocionar e, inclusive, animar. É mesmo muito bom poder sentir isto.



Ao assistir a este concerto percebi também o porquê do sucesso tardio deste cantor, que aos 62 anos possui uma energia contagiante e inesgotável! É que a banda que o acompanha é verdadeiramente fantástica! Os The Expression dão o enquadramento perfeito à voz de Lee Fields, realçando o seu brilho que, isoladamente, talvez não sobressaísse tanto. 

Um concerto bem agradável, no qual Fields percorreu o seu reportório, recorrendo principalmente ao seu mais recente álbum – “Faithful Man”, cantando alguns dos seus temas como “I'm Still Hanging On", “I Still Got It", “Wish You Were Here"  (na qual fez referência ao pai), “You're the Kind of Girl" e “Faithful Man". 



Dos seus anteriores trabalhos ouvimos também “Money I$ King", “Ladies” e a bonita “Honey Dove”. Confesso que esta última desiludiu-me um bocado… eu adoro esta música e quando percebi que ele iria cantá-la no encore fiquei radiante! Contudo, a mesma tocada ao vivo não me conquistou... achei-a fraquinha face à original, faltou-lhe intensidade na melodia, não sei... estava à espera de mais, estava à espera de algo mais parecido com isto...



Mas se Lee Fields aqueceu-nos o coração, a surpresa da noite, para mim, foi sem dúvida os Escort!! Ao som do dico-funk, esta banda de Brooklyn liderada pela poderosíssima, Adeline Michéle, deixou-nos ao rubro! 

Desde o primeiro até ao último beat, o público não parou, incansável, de dançar, cantar, pular e puxar pela banda! Mesmo quem não conhecia muito bem o reportório (como foi o meu caso), foi contagiado pela energia extasiante da banda!

Mérito do conjunto, que se apresentou bastante composto e cúmplice em palco (10 elementos, 3 dos quais sopro e 2 percussão), mas muito devido à esbelta e talentosa vocalista, Adeline, que conquistou todos os olhares, seduzindo ambos públicos, quer o masculino quer o feminino, com a sua voz, a sua beleza e a sua imponência em palco! 



A banda arrasou e o público, como era de esperar, retribuiu! Após o encore, acenderam-se as luzes mas as vozes continuaram, frenéticas, ao ritmo do refrão do tema "Cocaine Blues", obrigando-os a regressar para um último agradecimento, visivelmente surpreendidos por tal ovação… Pois é, é o público português, ficam a saber! Não é por acaso que somos tão reconhecidos e quem cá vem e recebe todo este calor e carinho, quer cá voltar!

Uma noite em cheio, que espero que se repita já no próximo sábado!!! Está ligado o contador! Começou a contagem decrescente para John Legend!!!! :)))

Vemo-nos lá soul lovers!!!



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Presente inesperado



Há uns dias atrás recebi um presente inesperado. 

Talvez por ter sido inesperado, tenha sido tão bom recebê-lo… mas não, não creio que seja só isso. À parte de música ser uma das melhores coisas que me podem oferecer, foi bom recebê-lo porque sei que teve significado para mim e para a pessoa que mo deu. 

Agora que se aproxima o primeiro aniversário do Groove your Soul, faço mais uma retrospectiva (aquilo que tenho feito ao longo do ano sempre que coisas boas me acontecem), olho para trás e vejo a quantidade de “presentes” que a música me tem dado e as pessoas fantásticas que se têm aproximado de mim… e são gestos tão simples e genuínos como este, que trazem brilho à minha vida e à minha pessoa.

O meu presente foi, nada mais, nada menos, do que a colecção de vinis de uma vida!
Que honra! - Antes de mais, é o que me apetece dizer! Mas não é apenas uma honra, é também um prazer, uma delicia, uma alegria enorme receber estes vinis que, certamente, foram confidentes, contadores de histórias e companheiros desta pessoa e chegam agora às minhas mãos, para daqui em diante me acompanharem a mim.

É com enorme carinho que os recebo, pois sei que foi também com igual carinho e alguma admiração que me foram oferecidos. É muito bom quando as pessoas que nos rodeiam, além de gostarem em nós e acreditarem em nós, fazerem questão também de demonstrá-lo. Eu sinto-me abençoada, pois tenho tido essas pessoas ao longo da vida, que me empurram a seguir em frente, com algo tão simples como é acreditarem em mim. Reconheço-me valor, mas sei o papel importante de algumas pessoas que me ajudaram a crescer, a lutar por fazer aquilo que gosto e, mais importante, a acreditar em mim. Agradeço-lhes de tempos a tempos, fazendo questão que elas saibam que eu não me esqueço disso e do quão preciosas elas são para mim. Na verdade, penso que disso se trata aquilo que habitualmente designamos por amizade. Dar e receber.

Pois bem, voltando aos meus vinis, é claro que no meio de dezenas de vinis, houve uns que me despertaram mais o interesse (e o ouvido) do que outros! O primeiro foi precisamente o da fotografia acima – Roberta Flack!

Fiquei muito contente por descobrir este vinil pois não tinha nenhum disco desta cantora e era algo pelo qual ansiava. Mas ainda, por tratar-se do “Quiet Fire” (de 1971), que tem esta música que eu adoro – “Bridge over Troubled Water”.



Embora o disco não tenha algumas das músicas que tornaram esta cantora mais conhecida, tais como "Killing Me Softly with His Song" ou "Feel Like Makin' Love”, todo o álbum é maravilhoso, daqueles que apetece ouvir numa noite quente de verão, sem pressas… e talvez porque o estou a ouvir agora, destaco também outro tema que me conquistou desde o primeiro minuto – “To Love Somebody”.



Outra senhora que adorei receber na minha colecção foi a inigualável, Elis Regina! Desta feita, o seu álbum ao vivo em Monteux (1979). 
Que leveza de voz e que personalidade forte! Foi outro deleite ouvir este álbum.




Mas as senhoras  de peso não ficam por aqui! Temos ainda Aretha Franklin, Shirley Bassey, Rita Lee, Tracy Chapman e a emblemática Janis Joplin, entre outras.
 



E os senhores, perguntam vocês??

É claro que os senhores também estão bem presentes nesta colecção e até em maioria!

O primeiro que me despertou a atenção foi umas das estrelas da editora Stax, que também não constava na minha discoteca – Isaac Hayes – músico, cantor e compositor talentosíssimo, detentor de uma voz grave, quente e envolvente, famoso também por algumas trilhas sonoras que compôs para o cinema, como foi o caso de “Shaft”, pelo qual venceu o Óscar para melhor canção original.



Mas quem também muito se assemelha a Isaac Hayes, pois gosta de conversar connosco nas suas canções, numa voz igualmente grave e sensual, é o meu querido Mister Love, o qual também já mereceu o seu post neste blogue, o grande e único – Barry White!

E embora ele também tenha uma magnifica versão da canção anterior, foi o disco “Is This Whatcha Wont?” que me foi presenteado, do qual faz parte o tema que se segue.




E este? Este também lá estava e o mais engraçado é que comprei um igual há cerca de duas semanas, numa feira… (se eu soubesse!!)




Mas as “pérolas” não acabam por aqui! Mais um que está ON repeat cá em casa…




E a juntar a estes, tantos outros que ainda tenho por ouvir, saborear, descobrir… Bob Marley, Frank Sinatra, Ray Charles, Otis Redding, Bob Dylan, Neil Young, Lou Reed…

OBRIGADA!!
É com a alma cheia de gratidão que me despeço hoje!